neste artigo
- Por que partir da lista de vídeos
- Quanto custa cada tipo de vídeo
- Três exemplos de orçamento anual
- Como dividir a verba ao longo do ano
- Projeto a projeto, pacote anual ou produção recorrente
- Como comparar propostas de produtoras para o ano
- Como organizar o pagamento ao longo do ano
- Modelo de planilha de orçamento
- Custos que costumam ficar fora do orçamento
- Quando a empresa tem várias cidades ou unidades
- Onde cortar primeiro se o orçamento for menor
- Como defender o orçamento na reunião
- Checklist do orçamento de vídeo 2027
- Perguntas frequentes
- Um número que dá para explicar item por item
O jeito mais seguro de definir o orçamento de vídeo de 2027 é somar os vídeos que a empresa precisa, em vez de partir de um percentual da verba de marketing. Neste guia, mostramos como fazer essa conta, com três exemplos de orçamento anual e as faixas de preço de cada tipo de vídeo.
Também explicamos como dividir a verba ao longo do ano, que custos costumam ficar de fora e como defender o valor na reunião de orçamento.
Resumo rápido:
- Monte o orçamento de baixo para cima: lista de vídeos, custo de cada um, reserva para imprevistos.
- Como ordem de grandeza, um plano enxuto de vídeo fica entre R$ 24 mil e R$ 65 mil no ano. Um plano com produção todo trimestre, entre R$ 57 mil e R$ 175 mil.
- Agrupar gravações e contratar o ano em pacote reduz o custo por vídeo.
- Legendas, versões, mídia paga e atualização são os custos mais esquecidos.
- Na aprovação, apresente cada vídeo ligado a uma meta e a uma métrica.
Por que partir da lista de vídeos
Muitas empresas definem a verba de vídeo como uma fatia do orçamento de marketing. O problema é que não existe um percentual padrão confiável para vídeo, e a mesma fatia pode sobrar numa empresa e faltar em outra.
A conta de baixo para cima resolve isso. Você lista os vídeos que o plano do ano pede, aplica o custo de cada tipo e chega a um número que dá para explicar item por item.
Se o total passar do que a empresa pode investir, os cortes ficam claros: sai o vídeo de menor impacto, e não um pedaço de todos. O primeiro passo é ter o plano; mostramos como montá-lo em planejamento de vídeo para 2027.
Quanto custa cada tipo de vídeo
Estas são as faixas de mercado que usamos como base nos exemplos abaixo. Os valores são por projeto, com impostos.
| Tipo de vídeo | Faixa comum |
|---|---|
| Vídeo institucional com gravação | R$ 8 mil a R$ 20 mil |
| Vídeo case ou depoimento (1 vídeo) | R$ 8 mil a R$ 18 mil |
| Vídeo animado ou motion graphics (1 vídeo) | R$ 6 mil a R$ 15 mil |
| Manifesto, VT ou filme de campanha | R$ 6 mil a R$ 25 mil |
| Só edição de material já gravado | R$ 4 mil a R$ 15 mil |
| Pacote de cases e depoimentos | R$ 12 mil a R$ 30 mil |
| Pacote de vídeos animados | R$ 10 mil a R$ 35 mil |
| Pacote de vídeos para redes sociais | R$ 15 mil a R$ 40 mil |
| Videoaulas e cursos EAD | R$ 15 mil a R$ 60 mil |
O que faz cada projeto ficar na parte de cima ou de baixo da faixa está em quanto custa um vídeo em 2026.
Três exemplos de orçamento anual
Os exemplos abaixo usam as faixas da tabela para dar uma ordem de grandeza. O orçamento real depende do escopo de cada vídeo.
Plano enxuto: vídeos que o comercial usa todo dia
| Item | Faixa |
|---|---|
| 1 vídeo institucional | R$ 8 mil a R$ 20 mil |
| Pacote de 3 vídeos case | R$ 12 mil a R$ 30 mil |
| Cortes para redes sociais a partir das gravações | R$ 4 mil a R$ 15 mil |
| Total no ano | R$ 24 mil a R$ 65 mil |
Serve para empresas pequenas ou que estão começando em vídeo. Com planejamento, o institucional e os cases podem sair das mesmas diárias.
Plano intermediário: produção todo trimestre
| Item | Faixa |
|---|---|
| 1 vídeo institucional | R$ 8 mil a R$ 20 mil |
| Pacote de cases e depoimentos | R$ 12 mil a R$ 30 mil |
| Pacote de vídeos animados (produto, explicativos) | R$ 10 mil a R$ 35 mil |
| Pacote de vídeos para redes sociais | R$ 15 mil a R$ 40 mil |
| 2 vídeos de campanha ou datas comemorativas | R$ 12 mil a R$ 50 mil |
| Total no ano | R$ 57 mil a R$ 175 mil |
É o perfil de empresas B2B com marketing estruturado e time comercial. A faixa larga vem do número de diárias e da complexidade das campanhas.
Plano com treinamento e EAD
| Item | Faixa |
|---|---|
| Tudo do plano intermediário | R$ 57 mil a R$ 175 mil |
| Um curso ou trilha em videoaulas | R$ 15 mil a R$ 60 mil |
| Vídeo de onboarding animado | R$ 6 mil a R$ 15 mil |
| Total no ano | R$ 78 mil a R$ 250 mil |
Empresas com universidade corporativa costumam ter vários cursos por ano. Nesse caso, vale separar o orçamento de vídeo interno do de marketing, porque os dois têm donos e métricas diferentes.
Como dividir a verba ao longo do ano
Por frente. Separe marca, vendas, relacionamento e equipe. Fica fácil ver se a verba está concentrada em vídeos que aparecem bem mas trazem pouco resultado.
Por trimestre. Distribua conforme o calendário de gravações e datas. O primeiro trimestre concentra convenções de vendas e atualizações de institucional; o último, eventos e campanhas de fim de ano.
As datas de 2027 estão no calendário de vídeo.
Reserva. Deixe de 10% a 15% sem destino. Durante o ano aparecem um evento, um lançamento antecipado ou um cliente disposto a gravar.
Projeto a projeto, pacote anual ou produção recorrente
| Projeto a projeto | Pacote anual | Produção recorrente | |
|---|---|---|---|
| Como funciona | cada vídeo é orçado e aprovado separadamente | o conjunto do ano é orçado de uma vez | valor mensal com um volume combinado |
| Melhor para | poucos vídeos no ano | três ou mais projetos com datas definidas | volume contínuo, como redes sociais e treinamento |
| Vantagem | flexibilidade | gravações agrupadas e preço do conjunto | previsibilidade de custo e de entrega |
| Ponto de atenção | custo maior por vídeo e aprovação a cada projeto | exige plano do ano pronto | volume mínimo todo mês |
Detalhamos o modelo recorrente em pacotes recorrentes de vídeo e comparamos com equipe interna em produtora ou videomaker interno.
Como comparar propostas de produtoras para o ano
Com o plano pronto, peça orçamento a duas ou três produtoras usando a mesma lista de vídeos. Na comparação, olhe além do total:
- Diárias previstas. Uma proposta mais barata pode ter menos diárias de gravação do que o plano pede.
- Roteiro incluído. Algumas propostas cobram o roteiro à parte ou esperam que a empresa entregue o texto pronto.
- Rodadas de ajuste. Veja quantas estão incluídas e quanto custa cada rodada extra.
- Versões e formatos. Confira se cortes verticais, legendas e versões curtas estão no preço.
- Direitos de uso. Trilha, imagens de banco e elenco precisam estar liberados para os canais que você vai usar.
- Arquivos brutos. Pergunte se o material gravado fica disponível para edições futuras.
- Portfólio no seu tipo de vídeo. Uma produtora forte em publicidade pode não ter experiência em EAD, e o contrário também vale.
Temos um guia de como avaliar orçamentos de produtoras e um checklist para contratar produtora.
Como organizar o pagamento ao longo do ano
O orçamento anual raramente sai de uma vez do caixa. As formas mais comuns de organizar o pagamento são:
- Por projeto, com entrada na aprovação do roteiro e o restante na entrega.
- Por trimestre, acompanhando o calendário de gravações do pacote anual.
- Mensal, no modelo de produção recorrente, com valor fixo e volume combinado.
Alinhe o cronograma de pagamento com o financeiro antes de fechar. Empresas com orçamento dividido por trimestre precisam que a produção caiba dentro de cada período.
Modelo de planilha de orçamento
Uma planilha simples resolve. Estas colunas cobrem o que a diretoria e a produtora vão perguntar:
| Vídeo | Meta | Trimestre | Gravação | Faixa de custo | Métrica |
|---|---|---|---|---|---|
| Institucional atualizado | apresentar a empresa em novos mercados | 1º | diária na sede | R$ 8 mil a R$ 20 mil | visitas às páginas de serviço |
| 3 vídeos case | encurtar o ciclo de vendas | 1º e 3º | diárias em clientes | R$ 12 mil a R$ 30 mil | uso em propostas e fechamento |
| Trilha de onboarding | reduzir o tempo de integração | 3º | junto com a diária na sede | R$ 6 mil a R$ 15 mil | conclusão e dúvidas repetidas |
Acrescente uma linha de reserva e uma de mídia paga, e o orçamento está pronto para a reunião.
Custos que costumam ficar fora do orçamento
- Versões. Legendas, formato vertical, versão em inglês e janela de Libras. Previstas desde o início, saem mais baratas.
- Mídia paga. Impulsionar o vídeo tem verba própria, separada da produção.
- Atualização. Vídeos com telas de sistema, números ou pessoas envelhecem rápido. Separe uma parte para revisar o que foi produzido em anos anteriores.
- Direitos de uso. Trilha, imagens de banco e cachê de elenco podem custar mais para TV ou mídia paga do que para uso interno.
- Tempo da equipe interna. Alguém precisa conduzir briefing, agenda e aprovação. Esse tempo não aparece no orçamento, mas define o prazo.
Quando a empresa tem várias cidades ou unidades
Deslocamento é o custo que mais cresce em empresas espalhadas. Cada cidade nova pode somar viagem, hospedagem e uma diária só de trânsito da equipe.
Três formas de controlar esse custo:
- Concentrar a gravação por região. Uma viagem que passa por duas ou três unidades próximas sai mais barata que viagens separadas ao longo do ano.
- Gravar com equipe local. Em cidades distantes, uma equipe da região dirigida remotamente pode resolver entrevistas e imagens de apoio.
- Usar um filme principal com versões por unidade. O conceito e a maior parte da gravação são compartilhados, e cada unidade ganha uma versão com suas próprias cenas.
Onde cortar primeiro se o orçamento for menor
Quando a verba aprovada fica abaixo do plano, corte nesta ordem:
- Vídeos de exibição única, como a abertura de um evento pequeno, que podem ser resolvidos com material existente.
- Datas comemorativas sem relação direta com o negócio.
- Diárias isoladas, juntando as gravações que sobraram numa diária só.
- Acabamento, trocando animação sob medida por motion graphics mais simples onde o vídeo é interno.
Os últimos a sair devem ser os vídeos usados todos os dias: cases que o comercial manda em propostas, institucional do site e treinamentos repetidos a cada turma.
Como defender o orçamento na reunião
Apresente a lista de vídeos, e não um valor fechado. Para cada item, mostre a meta que ele atende, onde vai ser usado e como o resultado vai ser medido.
Alguns argumentos que ajudam na aprovação:
- Uso contínuo. Um vídeo case que o comercial manda em toda proposta trabalha o ano inteiro. Divida o custo pelo número de vezes que ele vai ser usado.
- Tempo economizado. Um vídeo de onboarding ou treinamento substitui horas de apresentação repetida para cada turma.
- Reaproveitamento. Mostre quantas peças saem de cada gravação. Uma diária que rende institucional, cases e cortes para redes tem custo por peça baixo.
- Resultado de 2026. Se algum vídeo do ano ajudou a fechar venda ou reduziu retrabalho, use o caso como prova.
Veja também como pensar o retorno do investimento em vídeo.
Checklist do orçamento de vídeo 2027
- Lista de vídeos ligada às metas de 2027.
- Custo estimado de cada vídeo, com a faixa de mercado como referência.
- Gravações agrupadas por trimestre.
- Versões, legendas e acessibilidade incluídas.
- Verba de mídia separada da produção.
- Reserva de 10% a 15%.
- Métrica de cada vídeo definida.
- Responsáveis pela aprovação em cada frente.
Perguntas frequentes
Quanto uma empresa deve investir em vídeo por ano?
Depende dos vídeos que o plano pede. Como ordem de grandeza, um plano enxuto fica entre R$ 24 mil e R$ 65 mil, e um plano com produção todo trimestre, entre R$ 57 mil e R$ 175 mil. Empresas com universidade corporativa investem mais por causa do volume de treinamento.
Existe um percentual certo do marketing para vídeo?
Não há um percentual confiável que sirva para qualquer empresa. Monte o orçamento a partir da lista de vídeos e compare o total com a verba de marketing para ver se cabe.
É mais barato contratar vídeos em pacote?
Na maioria dos casos, sim. No pacote, as gravações são agrupadas, a identidade visual é criada uma vez e o conjunto é negociado de uma só vez.
Como reduzir o orçamento sem cortar vídeos importantes?
Junte gravações, aprove roteiros antes de gravar, planeje as versões desde o início e reaproveite vídeos antigos com nova edição. Corte primeiro os vídeos de exibição única.
Como justificar o investimento em vídeo para a diretoria?
Mostre cada vídeo ligado a uma meta do negócio e a uma métrica, e divida o custo pelo número de vezes que ele vai ser usado. Exemplos de 2026 em que um vídeo ajudou a fechar venda ou reduziu retrabalho são o argumento mais forte.
O orçamento de vídeo inclui a mídia paga?
Não. A produção e a distribuição paga são verbas separadas. Planeje as duas juntas para que o vídeo tenha alcance depois de pronto.
Um número que dá para explicar item por item
Montado a partir da lista de vídeos, o orçamento de 2027 fica fácil de defender: cada valor tem um vídeo, uma meta e uma métrica ao lado. A reserva cobre o que o ano trouxer de inesperado.
Se você está fechando a verba de vídeo do ano, mande a lista do que precisa e respondemos com um orçamento do ano inteiro.
Publicado em 27 de setembro de 2026











