Audiovisual ou audio visual? Dicionário para não editores

Entenda se o certo é audiovisual ou audio visual e aprenda os termos de produção de vídeo que todo gestor precisa conhecer para aprovar sem retrabalho.

Samuel SilvaSilvertake Video
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Profissional assiste a vídeo em reunião, segurando anotações sobre edição de vídeo e produção em ambiente de escritório moderno.
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  1. Audiovisual se escreve junto (e isso é o de menos)
  2. Pré-produção: as palavras que aparecem no orçamento
  3. No set: o que a equipe está falando
  4. Na edição: as palavras que decidem sua aprovação
  5. Na entrega: formatos, versões e o tal do bruto
  6. Como a Silvertake traduz o jargão no projeto
  7. Fale a língua do set sem virar editor

Audiovisual ou audio visual? Se você já travou nessa dúvida antes de mandar um e-mail para a produtora, ela é a mais fácil de resolver de todo o vocabulário do vídeo.

A difícil vem depois, quando chega a mensagem: “o offline está no link, color e mix entram depois do lock”. Você responde “ótimo, obrigado” e abre o Google em outra aba.

Ninguém precisa virar editor para contratar vídeo. Precisa entender a língua do set, porque quem não entende o jargão aprova a coisa errada na hora errada. A refação cara quase sempre nasce de uma palavra mal entendida, e raramente de um editor ruim.

Audiovisual se escreve junto (e isso é o de menos)

A grafia correta é audio-visual, numa palavra só, sem hífen e sem acento. Segue a mesma lógica de audiolivro e audiodescrição: o “áudio” entra como elemento de composição e se cola à palavra seguinte. No plural, fica audiovisuais.

“Áudio visual”, separado, aparece muito em busca e até em proposta comercial, mas está errado. Se a produtora escreve assim no próprio site, repare no cuidado com o resto.

Resolvida a grafia, sobra o restante do vocabulário, que é o que pesa no projeto. Este guia organiza os termos na ordem em que aparecem, do briefing à entrega. Se quiser ver o processo inteiro antes, leia sobre as três fases da produção de vídeo corporativo.

Pré-produção: as palavras que aparecem no orçamento

Antes da câmera ligar

  • Briefing: o documento com objetivo, público, prazo e canal onde o vídeo vai rodar. Tudo o que vem depois sai dele.
  • Road map: o texto e a descrição das cenas. Em vídeo com locução, define a duração. Em depoimento, vira pauta de perguntas.
  • Decupagem: o roteiro quebrado em planos, cena a cena. É ela que diz quantos dias de gravação o projeto precisa.
  • Storyboard: desenhos ou frames de referência de cada plano, comuns em animação e VT e raros em institucional simples.
  • Diária: um dia de equipe e equipamento em set, geralmente a linha mais pesada do orçamento.
  • Ordem do dia: o cronograma da gravação, hora a hora, com quem grava, onde e o quê.

O que isso muda para você

Quando a proposta fala em “duas diárias”, pergunte o que cabe em cada uma. Quem responde é a decupagem.

Incluir uma cena nova depois que a decupagem foi fechada quase sempre significa mais uma diária, e não “mais meia hora de gravação”.

No set: o que a equipe está falando

Termos de captação

  • Fundraising: o ato de gravar. A captação externa acontece fora do estúdio, na sua fábrica, no seu escritório ou no seu cliente.
  • Take: cada tentativa gravada de uma mesma cena. Pedir mais um take não indica problema: é margem para a edição.
  • Plano: o enquadramento. O aberto mostra o ambiente, o fechado mostra o rosto e o detalhe mostra mãos ou objetos.
  • Imagens de cobertura (ou B-roll): tudo o que não é a pessoa falando, como operação, equipe e produto. São elas que escondem cortes e dão ritmo.
  • Som direto: o áudio gravado no momento, normalmente com um microfone de lapela preso na roupa.
  • Teleprompter: a tela que exibe o texto na frente da lente, para o porta-voz ler olhando para a câmera.

Onde o gestor costuma errar

O erro mais comum é cortar o tempo de cobertura para economizar. Sem imagens de apoio, o editor fica preso à cabeça falante e o vídeo sai longo e monótono.

Em mais de uma década gravando CEOs, ficou claro para nós que a agenda do executivo pode ser curta, mas a da cobertura não.

Na edição: as palavras que decidem sua aprovação

Nesta fase o vocabulário pesa mais no bolso, porque cada etapa aceita um tipo específico de comentário.

Etapas do corte

  • Primeiro corte (ou offline): a montagem com a história na ordem, ainda sem cor tratada, som final ou grafismo. É o momento de mexer em estrutura.
  • Lock (corte travado): a montagem aprovada. Depois do lock, mudar a ordem das cenas reabre todo o trabalho.
  • Color (correção de cor): o ajuste de tons, pele e contraste para que as cenas conversem entre si.
  • Mixagem (mix): o equilíbrio final entre voz, trilha e efeitos sonoros.
  • Finalization: color, mix e grafismos aplicados sobre o corte travado.

Grafismo e som

  • Motion graphics: elementos gráficos animados, de um número que aparece na tela a um vídeo inteiro em animação.
  • Pacote gráfico: o conjunto padronizado de vinheta, cartelas, tarjas e transições na identidade da marca.
  • GC (ou lower third): a tarja com o nome e o cargo de quem fala.
  • Trilha: a música, que pode vir de biblioteca licenciada ou ser composta sob medida.
  • Voiceover: a voz que narra sem aparecer na tela.

A regra prática

Comentário de estrutura vai no primeiro corte. Cor e volume ficam para a finalização.

Inverter essa ordem é a receita do retrabalho que descrevemos no guia de video approval workflow.

Na entrega: formatos, versões e o tal do bruto

  • Master: o arquivo final em qualidade máxima, que serve de fonte para todas as cópias.
  • Reduções: versões mais curtas do mesmo vídeo, como 60, 30 e 15 segundos.
  • 16:9, 9:16 e 1:1: proporções de tela. O horizontal serve para site e YouTube, o vertical para stories e reels e o quadrado para alguns feeds.
  • Legenda aberta x closed caption: a legenda aberta fica gravada na imagem. A closed caption é um arquivo separado, que o espectador liga e desliga.
  • Codec: o padrão de compressão, que define tamanho e qualidade do arquivo.
  • Bruto: todo o material gravado, sem edição. Defina no contrato se ele será entregue e por quanto tempo ficará guardado.

Para saber o que pedir em cada canal, nosso checklist de entrega de vídeo com formatos e codecs detalha cada arquivo.

Como a Silvertake traduz o jargão no projeto

Na Silvertake, cada versão chega ao cliente com o nome da etapa e o tipo de comentário esperado nela. Em vez de um “V3”, você recebe um “primeiro corte: hora de mexer em estrutura”.

Nas videoaulas EAD da Faculdade Cásper Líbero, a cenografia e o pacote gráfico em motion graphics foram definidos como padrão do projeto. Assim, a esteira de captar, editar e entregar centenas de aulas não precisou parar a cada vídeo para discutir tarja ou vinheta.

O mesmo vale para institutional video e para vídeos de cursos e EAD: quando o vocabulário é combinado no começo, o projeto fica previsível até o fim.

Fale a língua do set sem virar editor

Operar uma timeline é trabalho do editor. O seu é saber em que momento pedir o quê, e este dicionário cobre a maior parte das conversas de um projeto corporativo.

Se tem um vídeo pela frente e quer alinhar escopo, etapas e entregáveis antes de começar, mande um briefing para a nossa equipe. A gente marca um papo rápido e conversa na sua língua, para que todo mundo entenda a mesma coisa desde o briefing.

Publicado em 19 de October de 2026

Samuel Silva

Samuel Silva is the co-founder and Creative Director of Silvertake Vídeo, a video production company in Belo Horizonte. He leads a team that combines creativity and technology, delivering over 7,000 videos for more than 100 companies. A graduate in Advertising from PUC Minas, Samuel specializes in marketing, creative automation, and audiovisual production.

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