Veja como a inteligência artificial, experiências imersivas e novas tecnologias vão transformar a produção de vídeo em 2026. Dados, tendências e estratégias práticas.
De tempos em tempos, o audiovisual atravessa pontos de virada. Nos anos 2000, a chegada do YouTube descentralizou a criação de vídeo. Em 2016, o TikTok inaugurou a era dos formatos ultracurtos. Agora, às portas de 2026, um novo movimento se desenha: a integração de inteligência artificial, experiências imersivas e automação em todos os níveis da produção audiovisual. Não se trata de modismos passageiros. Trata-se de uma transformação estrutural que vai definir como marcas, criadores e empresas se comunicam nos próximos anos.
Relatórios recentes do IAB (Interactive Advertising Bureau) indicam que 40% dos anúncios em vídeo deverão ser criados com auxílio de IA até 2026. Plataformas como Netflix e YouTube já testam anúncios dinâmicos, personalizados em tempo real. Paralelamente, a demanda por streaming ao vivo de baixa latência cresce em ritmo acelerado, enquanto experiências com realidade aumentada (AR), virtual (VR) e hologramas começam a sair do laboratório para se tornar soluções comerciais. O que isso significa na prática? Que o conceito de “produção de vídeo” não será o mesmo em dois anos.
A IA já está presente no dia a dia da edição: da remoção de ruído à geração automática de legendas. Mas em 2026, a discussão vai muito além da eficiência técnica. Estamos falando de criação de roteiros, geração de cenários virtuais, síntese de vozes e até atores digitais. O IAB aponta que 86% dos anunciantes planejam usar IA generativa em suas campanhas. E não se trata apenas de reduzir custos: a IA permite uma escala de personalização que seria impensável com métodos tradicionais.
Imagine uma marca de roupas que lança 50 variações de um mesmo anúncio, cada uma adaptada ao estilo de consumo do usuário. Essa não é uma hipótese distante. Isso já é realidade em testes conduzidos por plataformas como Meta e Google.
Se você quiser entender como vídeos curtos já estão sendo impactados pela IA hoje, recomendo também o artigo Por que investir em vídeo curto em 2025, que conecta bem com essa discussão.
Plataformas de streaming caminham para uma nova lógica: os anúncios não serão mais blocos separados, mas elementos integrados ao conteúdo. Netflix e YouTube já experimentam comerciais gerados por IA que se adaptam em tempo real ao perfil de quem assiste (TechRadar).
A realidade aumentada e a realidade virtual estão longe de ser novidade, mas 2026 deve marcar a primeira fase de adoção em massa. Óculos mais leves, plataformas de metaverso corporativo e hologramas interativos já começam a encontrar aplicações reais. Para o audiovisual, isso significa expandir o conceito de “vídeo” para incluir experiências tridimensionais e participativas (BoxMedia).
Outro campo em crescimento acelerado é o do streaming de ultra baixa latência. De acordo com a AV Network, o mercado deve crescer 16,6% até 2029. Isso permitirá transmissões em tempo quase real, sem o atraso que hoje limita a interação em lives.
Em 2026, a produção de vídeo não será mais definida apenas por câmeras, roteiros e edição. Será uma combinação de IA generativa, interatividade, imersão, automação e propósito. O mercado não espera: já está em movimento. Para quem trabalha com audiovisual, o desafio é claro — adaptar-se rápido, mantendo a autenticidade como guia. Porque no fim, por mais que a tecnologia avance, o que conecta pessoas a marcas e histórias ainda é (e continuará sendo) a capacidade de contar algo que importe.
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