neste artigo
- Por que fazer o onboarding em vídeo
- Os três formatos de vídeo de onboarding
- Vídeo ou apresentação em PowerPoint?
- 8 exemplos de vídeo de onboarding e integração
- O que incluir no onboarding
- Como fazer o vídeo de onboarding da sua empresa
- Erros comuns
- Quanto custa
- Perguntas frequentes
- A mesma integração para todo mundo
Um vídeo de onboarding apresenta a empresa, a cultura e as regras a quem acabou de chegar, do mesmo jeito para todo mundo, em qualquer unidade. Neste guia estão os formatos possíveis, 8 exemplos reais e o passo a passo para fazer o da sua empresa.
Serve para integração de novos colaboradores, estagiários e trainees, para regras de segurança na entrada de uma fábrica e para o lançamento de códigos de conduta.
Resumo rápido:
- O vídeo substitui a apresentação repetida a cada turma e garante que todos recebam a mesma informação.
- Há três formatos principais: colaboradores reais, apresentador contratado e animação. Cada um tem um custo de atualização diferente.
- Uma trilha com vídeos curtos, um por tema, funciona melhor que um vídeo longo com tudo.
- Regras de segurança ganham com animação, que mostra o ambiente e o risco sem expor ninguém.
- Planeje a atualização desde o início: benefícios, estrutura e pessoas mudam.
Por que fazer o onboarding em vídeo
Em muitas empresas, a integração é uma palestra repetida a cada nova turma, pela mesma pessoa. Quando essa pessoa sai de férias ou a empresa cresce em várias cidades, a qualidade da integração começa a variar.
O vídeo resolve isso. Todo novo colaborador recebe a mesma mensagem, na ordem certa, e pode voltar ao conteúdo quando tiver dúvida. A MILPLAN Engenharia transformou as palestras de integração em dez vídeos justamente para economizar o tempo da equipe que apresentava.
O encontro presencial continua útil para receber as pessoas e tirar dúvidas. O vídeo cuida da parte que se repete.
Os três formatos de vídeo de onboarding
| Colaboradores reais | Apresentador contratado | Animação | |
|---|---|---|---|
| Ponto forte | autenticidade e conexão com a cultura | clareza e consistência | flexibilidade e facilidade de atualizar |
| Ponto fraco | vídeo envelhece se a pessoa sai da empresa | cachê e direitos de uso; atualizar exige nova gravação | menos conexão pessoal |
| Melhor para | história, cultura, mensagem da liderança | regras e informações institucionais atemporais | segurança, processos, sistemas, benefícios |
| Atualização | regravar o trecho da pessoa | chamar o apresentador de novo | trocar tela, número ou locução |
Colaboradores reais aproximam quem chega da cultura da empresa. O risco é o vídeo perder validade quando alguém que aparece nele sai. Dá para resolver com autorização de uso de imagem, mas muitas empresas preferem não manter ex-colaboradores no material.
Apresentador contratado resolve o problema da rotatividade. Foi a escolha da MILPLAN: como o material era institucional e atemporal, uma atriz profissional apresenta os dez vídeos. A desvantagem aparece na hora de atualizar, porque exige chamar a mesma pessoa de volta.
Animação é o formato mais fácil de manter. Trocar uma regra, um benefício ou uma tela de sistema pede só um ajuste na cena e na locução.
Na prática, a maioria das trilhas combina os três: a liderança dá as boas-vindas em vídeo gravado, um apresentador conduz as regras e a animação explica processos e segurança.
Vídeo ou apresentação em PowerPoint?
O PowerPoint depende de quem apresenta e costuma crescer a cada revisão, até virar uma hora de slides. O vídeo obriga a escolher o que importa e entrega sempre a mesma versão.
Se o material existe só em slides, ele pode ser a base do roteiro. Explicamos como em como transformar PDF e PowerPoint em vídeo.
8 exemplos de vídeo de onboarding e integração
1. MRS Logística: trilha de onboarding Bússola
Trilha gravada em estúdio com imagens da operação · ver o case
A MRS Logística opera uma das principais malhas ferroviárias do país. Para integrar estagiários e novos colaboradores com a mesma qualidade em qualquer unidade, a empresa criou uma trilha em vídeo sobre o negócio, a cultura e a operação ferroviária.
A trilha foi desenhada por uma designer de aprendizagem com a área de desenvolvimento humano da MRS. A gravação foi no estúdio da Silvertake em Belo Horizonte, com teleprompter e maquiagem, e a edição combina a apresentação com imagens de locomotivas, terminais e do Centro de Controle Operacional.
O que aproveitar: aprove identidade visual, cartelas e cenografia antes do primeiro dia de gravação. Numa trilha com vários módulos, é isso que mantém todos com a mesma cara.
2. Clariant: regras de segurança na entrada da fábrica
Motion graphics com planta em 3D · 2:49 · ver o case
Na planta da Clariant em Belo Horizonte, um vídeo exibido na entrada apresenta a funcionários, prestadores e visitantes as normas de segurança do local. A animação em motion graphics usa uma representação 3D da fábrica, feita depois de uma visita presencial.
O que aproveitar: mostrar as regras no ambiente real ajuda quem vai circular pela primeira vez. Visitantes entendem onde estão os riscos antes de entrar.
3. MILPLAN Engenharia: palestras que viraram vídeos
Dez vídeos com apresentadora · ver o case
As apresentações presenciais de integração da MILPLAN viraram roteiros e, depois, dez vídeos com uma atriz profissional. A cenografia é simples, com motion graphics na identidade visual da empresa.
O que aproveitar: para conteúdo atemporal, um apresentador contratado evita refazer o vídeo quando alguém da equipe sai.
4. Construtora Barbosa Mello: segurança em obras, um tema por vídeo
3D com captura de movimento · ver o case
Para os programas de saúde, segurança e meio ambiente dos canteiros, a construtora usou apresentadores digitais em 3D, com movimentos reais captados e voz gerada por IA. Cada vídeo trata de um tema: EPI, meio ambiente, áreas de risco, emergência.
O que aproveitar: vídeos curtos por tema são mais fáceis de exibir em diálogos de segurança e de atualizar quando uma regra muda.
5. Grupo SADA: código de conduta
Motion graphics · 4:39 · ver o case
O Grupo SADA, do setor de logística e transporte, lançou um novo código de conduta ética e queria que todos os colaboradores conhecessem as diretrizes. A animação deixou um documento denso mais fácil de acompanhar.
O que aproveitar: o vídeo de código de conduta entra no onboarding e nos treinamentos anuais. Um só vídeo atende os dois usos.
6. Tecnosulfur: onboarding em quatro idiomas
Motion graphics com versões em português, Libras, inglês, espanhol e francês · ver o case
O código de ética da Tecnosulfur, do Grupo Opta, precisava chegar às subsidiárias em outros países. O roteiro foi adaptado para cada idioma, com locutores nativos, e as ilustrações foram pensadas para funcionar em todas as versões.
O que aproveitar: empresas com operação fora do Brasil devem planejar as versões desde o roteiro. Animação sem texto nas ilustrações troca de idioma só com locução e legenda.
7. Santa Amália: treinamento do aplicativo interno
Cinco vídeos com personagem, lip sync e telas · ver o case
A equipe de trade marketing da Santa Amália precisava aprender a usar o aplicativo Agile Promoter. Cinco vídeos curtos, com um personagem guia e gravação das telas, mostram cada função.
O que aproveitar: sistemas que o novo colaborador vai usar no primeiro dia merecem vídeos próprios, curtos e fáceis de consultar depois.
8. Rede Batista de Educação: protocolos para toda a comunidade
Vídeo informativo gravado · 2:10 · ver o case
Na volta às aulas presenciais depois da pandemia, a Rede Batista precisava orientar alunos, pais e funcionários sobre os novos protocolos. O vídeo foi gravado em pouco tempo, com a própria produção seguindo regras de segurança, para estar pronto antes do início das aulas.
O que aproveitar: onboarding também serve para mudanças de rotina. Quando todos precisam aprender uma regra nova ao mesmo tempo, o vídeo chega a todos no mesmo dia.
O que incluir no onboarding
Uma trilha completa costuma ter estes módulos, cada um com um ou mais vídeos curtos:
| Módulo | Conteúdo | Formato sugerido |
|---|---|---|
| Boas-vindas | mensagem da liderança | gravação curta |
| A empresa | história, o que faz, clientes, onde atua | institucional ou animação |
| Cultura e valores | como se trabalha, o que se espera | depoimentos de colaboradores |
| Estrutura | áreas, lideranças, a quem recorrer | animação |
| Regras e conduta | código de conduta, políticas | animação ou apresentador |
| Segurança | normas do local, EPI, emergência | animação ou 3D |
| Sistemas e ferramentas | como usar os sistemas do dia a dia | gravação de tela |
| Benefícios e rotina | benefícios, ponto, primeiros dias | animação fácil de atualizar |
Módulos de três a oito minutos funcionam bem. Mais que isso, divida.
Como fazer o vídeo de onboarding da sua empresa
- Reúna o material atual: slides da integração, manuais, políticas e perguntas que os novos colaboradores mais fazem.
- Defina os módulos com o RH, usando a tabela acima como ponto de partida.
- Escolha o formato de cada módulo, pensando em quanto ele muda ao longo do tempo.
- Escreva os roteiros em blocos curtos, com linguagem de conversa. Veja o modelo de briefing.
- Aprove a identidade visual antes de gravar ou animar.
- Grave e anime, agrupando o que for gravado no mesmo dia.
- Publique na plataforma de treinamento ou na intranet, com legendas.
- Meça e atualize: taxa de conclusão, dúvidas que continuam aparecendo e trechos que envelheceram.
Para trilhas maiores, veja trilhas de aprendizagem em vídeo e vídeos para universidade corporativa.
Erros comuns
Um vídeo de 40 minutos com tudo. Ninguém termina, e qualquer mudança obriga a refazer o vídeo inteiro.
Benefícios e números gravados na fala de alguém. Quando o benefício muda, o vídeo fica errado. Coloque esses dados em cartelas animadas.
Esquecer quem não está no escritório. Equipes de campo, fábrica e lojas assistem no celular. Pense em legendas e em versões verticais.
Não ouvir quem acabou de entrar. As dúvidas das primeiras semanas mostram o que o vídeo não explicou.
Quanto custa
Um vídeo de onboarding em animação, de até 2 minutos, fica entre R$ 6 mil e R$ 15 mil. Uma trilha com vários módulos gravados em estúdio segue a lógica de pacote: quanto mais módulos gravados na mesma diária, menor o custo por vídeo. Veja quanto custa um vídeo e o orçamento anual de vídeo.
Perguntas frequentes
Qual a duração ideal de um vídeo de onboarding?
De três a oito minutos por módulo. A trilha inteira pode ter uma hora, desde que dividida em vídeos curtos que a pessoa assiste ao longo dos primeiros dias.
O que fazer se o colaborador que aparece no vídeo sair da empresa?
Com autorização de uso de imagem, o vídeo pode continuar sendo usado. Muitas empresas preferem regravar o trecho ou usar um apresentador contratado desde o início nos módulos atemporais.
Vídeo de onboarding substitui a integração presencial?
Substitui a parte repetitiva. O encontro presencial continua útil para receber, apresentar pessoas e tirar dúvidas.
Onde hospedar os vídeos de onboarding?
Na plataforma de treinamento da empresa, na intranet ou em um canal privado de vídeo. O importante é que o RH consiga ver quem assistiu.
Com que frequência atualizar?
Revise uma vez por ano e sempre que mudar benefício, estrutura ou regra de segurança. Módulos animados são os mais simples de atualizar.
A mesma integração para todo mundo
Nos oito exemplos, o vídeo garante que quem chega receba a mesma informação, em qualquer cidade e em qualquer turma. Com módulos curtos e o formato certo para cada tema, a trilha continua útil por anos com pequenas atualizações.
Se você quer transformar a integração da sua empresa em vídeo, mande o material que existe hoje e montamos a trilha com você.
Publicado em 29 de abril de 2024 · atualizado em 29 de setembro de 2026










