Vídeo de onboarding e integração: 8 exemplos e como fazer o seu

Vídeo de onboarding e integração: os três formatos possíveis, 8 exemplos reais, o que incluir em cada módulo e o passo a passo para fazer o da sua empresa.

Samuel SilvaSilvertake Vídeo
atualizado em
10 min de leitura
Mulher falando sobre transparência em comunicação, vestindo camisa escura com logotipo da Milplan Engenharia.
neste artigo
  1. Por que fazer o onboarding em vídeo
  2. Os três formatos de vídeo de onboarding
  3. Vídeo ou apresentação em PowerPoint?
  4. 8 exemplos de vídeo de onboarding e integração
  5. O que incluir no onboarding
  6. Como fazer o vídeo de onboarding da sua empresa
  7. Erros comuns
  8. Quanto custa
  9. Perguntas frequentes
  10. A mesma integração para todo mundo

Um vídeo de onboarding apresenta a empresa, a cultura e as regras a quem acabou de chegar, do mesmo jeito para todo mundo, em qualquer unidade. Neste guia estão os formatos possíveis, 8 exemplos reais e o passo a passo para fazer o da sua empresa.

Serve para integração de novos colaboradores, estagiários e trainees, para regras de segurança na entrada de uma fábrica e para o lançamento de códigos de conduta.

Resumo rápido:

  • O vídeo substitui a apresentação repetida a cada turma e garante que todos recebam a mesma informação.
  • Há três formatos principais: colaboradores reais, apresentador contratado e animação. Cada um tem um custo de atualização diferente.
  • Uma trilha com vídeos curtos, um por tema, funciona melhor que um vídeo longo com tudo.
  • Regras de segurança ganham com animação, que mostra o ambiente e o risco sem expor ninguém.
  • Planeje a atualização desde o início: benefícios, estrutura e pessoas mudam.

Por que fazer o onboarding em vídeo

Em muitas empresas, a integração é uma palestra repetida a cada nova turma, pela mesma pessoa. Quando essa pessoa sai de férias ou a empresa cresce em várias cidades, a qualidade da integração começa a variar.

O vídeo resolve isso. Todo novo colaborador recebe a mesma mensagem, na ordem certa, e pode voltar ao conteúdo quando tiver dúvida. A MILPLAN Engenharia transformou as palestras de integração em dez vídeos justamente para economizar o tempo da equipe que apresentava.

O encontro presencial continua útil para receber as pessoas e tirar dúvidas. O vídeo cuida da parte que se repete.

Os três formatos de vídeo de onboarding

Colaboradores reais Apresentador contratado Animação
Ponto forte autenticidade e conexão com a cultura clareza e consistência flexibilidade e facilidade de atualizar
Ponto fraco vídeo envelhece se a pessoa sai da empresa cachê e direitos de uso; atualizar exige nova gravação menos conexão pessoal
Melhor para história, cultura, mensagem da liderança regras e informações institucionais atemporais segurança, processos, sistemas, benefícios
Atualização regravar o trecho da pessoa chamar o apresentador de novo trocar tela, número ou locução

Colaboradores reais aproximam quem chega da cultura da empresa. O risco é o vídeo perder validade quando alguém que aparece nele sai. Dá para resolver com autorização de uso de imagem, mas muitas empresas preferem não manter ex-colaboradores no material.

Apresentador contratado resolve o problema da rotatividade. Foi a escolha da MILPLAN: como o material era institucional e atemporal, uma atriz profissional apresenta os dez vídeos. A desvantagem aparece na hora de atualizar, porque exige chamar a mesma pessoa de volta.

Animação é o formato mais fácil de manter. Trocar uma regra, um benefício ou uma tela de sistema pede só um ajuste na cena e na locução.

Na prática, a maioria das trilhas combina os três: a liderança dá as boas-vindas em vídeo gravado, um apresentador conduz as regras e a animação explica processos e segurança.

Vídeo ou apresentação em PowerPoint?

O PowerPoint depende de quem apresenta e costuma crescer a cada revisão, até virar uma hora de slides. O vídeo obriga a escolher o que importa e entrega sempre a mesma versão.

Se o material existe só em slides, ele pode ser a base do roteiro. Explicamos como em como transformar PDF e PowerPoint em vídeo.

8 exemplos de vídeo de onboarding e integração

1. MRS Logística: trilha de onboarding Bússola

Trilha gravada em estúdio com imagens da operação · ver o case

A MRS Logística opera uma das principais malhas ferroviárias do país. Para integrar estagiários e novos colaboradores com a mesma qualidade em qualquer unidade, a empresa criou uma trilha em vídeo sobre o negócio, a cultura e a operação ferroviária.

A trilha foi desenhada por uma designer de aprendizagem com a área de desenvolvimento humano da MRS. A gravação foi no estúdio da Silvertake em Belo Horizonte, com teleprompter e maquiagem, e a edição combina a apresentação com imagens de locomotivas, terminais e do Centro de Controle Operacional.

O que aproveitar: aprove identidade visual, cartelas e cenografia antes do primeiro dia de gravação. Numa trilha com vários módulos, é isso que mantém todos com a mesma cara.

2. Clariant: regras de segurança na entrada da fábrica

Motion graphics com planta em 3D · 2:49 · ver o case

Na planta da Clariant em Belo Horizonte, um vídeo exibido na entrada apresenta a funcionários, prestadores e visitantes as normas de segurança do local. A animação em motion graphics usa uma representação 3D da fábrica, feita depois de uma visita presencial.

O que aproveitar: mostrar as regras no ambiente real ajuda quem vai circular pela primeira vez. Visitantes entendem onde estão os riscos antes de entrar.

3. MILPLAN Engenharia: palestras que viraram vídeos

Dez vídeos com apresentadora · ver o case

As apresentações presenciais de integração da MILPLAN viraram roteiros e, depois, dez vídeos com uma atriz profissional. A cenografia é simples, com motion graphics na identidade visual da empresa.

O que aproveitar: para conteúdo atemporal, um apresentador contratado evita refazer o vídeo quando alguém da equipe sai.

4. Construtora Barbosa Mello: segurança em obras, um tema por vídeo

3D com captura de movimento · ver o case

Para os programas de saúde, segurança e meio ambiente dos canteiros, a construtora usou apresentadores digitais em 3D, com movimentos reais captados e voz gerada por IA. Cada vídeo trata de um tema: EPI, meio ambiente, áreas de risco, emergência.

O que aproveitar: vídeos curtos por tema são mais fáceis de exibir em diálogos de segurança e de atualizar quando uma regra muda.

5. Grupo SADA: código de conduta

Motion graphics · 4:39 · ver o case

O Grupo SADA, do setor de logística e transporte, lançou um novo código de conduta ética e queria que todos os colaboradores conhecessem as diretrizes. A animação deixou um documento denso mais fácil de acompanhar.

O que aproveitar: o vídeo de código de conduta entra no onboarding e nos treinamentos anuais. Um só vídeo atende os dois usos.

6. Tecnosulfur: onboarding em quatro idiomas

Motion graphics com versões em português, Libras, inglês, espanhol e francês · ver o case

O código de ética da Tecnosulfur, do Grupo Opta, precisava chegar às subsidiárias em outros países. O roteiro foi adaptado para cada idioma, com locutores nativos, e as ilustrações foram pensadas para funcionar em todas as versões.

O que aproveitar: empresas com operação fora do Brasil devem planejar as versões desde o roteiro. Animação sem texto nas ilustrações troca de idioma só com locução e legenda.

7. Santa Amália: treinamento do aplicativo interno

Cinco vídeos com personagem, lip sync e telas · ver o case

A equipe de trade marketing da Santa Amália precisava aprender a usar o aplicativo Agile Promoter. Cinco vídeos curtos, com um personagem guia e gravação das telas, mostram cada função.

O que aproveitar: sistemas que o novo colaborador vai usar no primeiro dia merecem vídeos próprios, curtos e fáceis de consultar depois.

8. Rede Batista de Educação: protocolos para toda a comunidade

Vídeo informativo gravado · 2:10 · ver o case

Na volta às aulas presenciais depois da pandemia, a Rede Batista precisava orientar alunos, pais e funcionários sobre os novos protocolos. O vídeo foi gravado em pouco tempo, com a própria produção seguindo regras de segurança, para estar pronto antes do início das aulas.

O que aproveitar: onboarding também serve para mudanças de rotina. Quando todos precisam aprender uma regra nova ao mesmo tempo, o vídeo chega a todos no mesmo dia.

O que incluir no onboarding

Uma trilha completa costuma ter estes módulos, cada um com um ou mais vídeos curtos:

Módulo Conteúdo Formato sugerido
Boas-vindas mensagem da liderança gravação curta
A empresa história, o que faz, clientes, onde atua institucional ou animação
Cultura e valores como se trabalha, o que se espera depoimentos de colaboradores
Estrutura áreas, lideranças, a quem recorrer animação
Regras e conduta código de conduta, políticas animação ou apresentador
Segurança normas do local, EPI, emergência animação ou 3D
Sistemas e ferramentas como usar os sistemas do dia a dia gravação de tela
Benefícios e rotina benefícios, ponto, primeiros dias animação fácil de atualizar

Módulos de três a oito minutos funcionam bem. Mais que isso, divida.

Como fazer o vídeo de onboarding da sua empresa

  1. Reúna o material atual: slides da integração, manuais, políticas e perguntas que os novos colaboradores mais fazem.
  2. Defina os módulos com o RH, usando a tabela acima como ponto de partida.
  3. Escolha o formato de cada módulo, pensando em quanto ele muda ao longo do tempo.
  4. Escreva os roteiros em blocos curtos, com linguagem de conversa. Veja o modelo de briefing.
  5. Aprove a identidade visual antes de gravar ou animar.
  6. Grave e anime, agrupando o que for gravado no mesmo dia.
  7. Publique na plataforma de treinamento ou na intranet, com legendas.
  8. Meça e atualize: taxa de conclusão, dúvidas que continuam aparecendo e trechos que envelheceram.

Para trilhas maiores, veja trilhas de aprendizagem em vídeo e vídeos para universidade corporativa.

Erros comuns

Um vídeo de 40 minutos com tudo. Ninguém termina, e qualquer mudança obriga a refazer o vídeo inteiro.

Benefícios e números gravados na fala de alguém. Quando o benefício muda, o vídeo fica errado. Coloque esses dados em cartelas animadas.

Esquecer quem não está no escritório. Equipes de campo, fábrica e lojas assistem no celular. Pense em legendas e em versões verticais.

Não ouvir quem acabou de entrar. As dúvidas das primeiras semanas mostram o que o vídeo não explicou.

Quanto custa

Um vídeo de onboarding em animação, de até 2 minutos, fica entre R$ 6 mil e R$ 15 mil. Uma trilha com vários módulos gravados em estúdio segue a lógica de pacote: quanto mais módulos gravados na mesma diária, menor o custo por vídeo. Veja quanto custa um vídeo e o orçamento anual de vídeo.

Perguntas frequentes

Qual a duração ideal de um vídeo de onboarding?

De três a oito minutos por módulo. A trilha inteira pode ter uma hora, desde que dividida em vídeos curtos que a pessoa assiste ao longo dos primeiros dias.

O que fazer se o colaborador que aparece no vídeo sair da empresa?

Com autorização de uso de imagem, o vídeo pode continuar sendo usado. Muitas empresas preferem regravar o trecho ou usar um apresentador contratado desde o início nos módulos atemporais.

Vídeo de onboarding substitui a integração presencial?

Substitui a parte repetitiva. O encontro presencial continua útil para receber, apresentar pessoas e tirar dúvidas.

Onde hospedar os vídeos de onboarding?

Na plataforma de treinamento da empresa, na intranet ou em um canal privado de vídeo. O importante é que o RH consiga ver quem assistiu.

Com que frequência atualizar?

Revise uma vez por ano e sempre que mudar benefício, estrutura ou regra de segurança. Módulos animados são os mais simples de atualizar.

A mesma integração para todo mundo

Nos oito exemplos, o vídeo garante que quem chega receba a mesma informação, em qualquer cidade e em qualquer turma. Com módulos curtos e o formato certo para cada tema, a trilha continua útil por anos com pequenas atualizações.

Se você quer transformar a integração da sua empresa em vídeo, mande o material que existe hoje e montamos a trilha com você.

Publicado em 29 de abril de 2024 · atualizado em 29 de setembro de 2026

Samuel Silva

Samuel Silva é co-fundador e Diretor de Criação da Silvertake Vídeo, produtora de vídeo em Belo Horizonte. Lidera uma equipe que combina criatividade e tecnologia, entregando mais de 7000 vídeos para mais de 100 empresas. Formado em Publicidade pela PUC Minas, Samuel é especialista em marketing, automação criativa e produção audiovisual.

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